A Justiça determinou que o Estado do Rio Grande do Sul indenize em R$ 100 mil a esposa do escrivão da Polícia Civil Rodrigo Wilsen da Silveira, morto durante uma operação policial ocorrida em 2017, em Gravataí.
O policial, de 39 anos, foi atingido por um tiro no rosto enquanto cumpria mandado de busca e apreensão em um condomínio popular na cidade. Na ação, houve troca de tiros após o disparo, e o escrivão, que estava acompanhado de seis colegas, entre eles a própria esposa, não resistiu aos ferimentos.
Na decisão, o juiz Frederico Ribeiro de Freitas Mendes apontou falhas do Estado na adoção de medidas preventivas e na falta de equipamentos essenciais à segurança dos agentes. Ele também reconheceu o dano moral por ricochete, destacando que o abalo emocional causado pela morte resultou ainda em perda gestacional, configurando dupla violação à dignidade e ao projeto de vida familiar.
A Procuradoria-Geral do Estado informou que avaliará quais medidas judiciais tomará após ser oficialmente intimada. Em 2022, um homem foi condenado a 80 anos e cinco meses de prisão pelo crime, enquanto outros quatro receberam penas entre 19 e 21 anos. Rodrigo deixou a esposa e dois filhos de sete e 10 anos.








