A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de Silvana e de seus pais, Isail e Dalmira, e indiciou seis pessoas pelo caso ocorrido em janeiro deste ano, em Cachoeirinha.
A investigação começou após o desaparecimento de Silvana, em 24 de janeiro. Já no dia seguinte, 25 de janeiro, os pais da vítima tentaram registrar ocorrência pelo desaparecimento da filha, que supostamente teria sofrido um acidente de carro em Gramado, hipótese descartada pelas investigações.
Naquele dia, eles encontraram a delegacia fechada e decidiram pedir ajuda ao ex-genro por ele ser policial militar. Horas depois, foram vistos pela última vez entrando em um veículo desconhecido e desapareceram.
Segundo o delegado Anderson Spier, a Polícia Civil reuniu um conjunto amplo de elementos que sustentam a linha investigativa. Com o avanço das investigações, o delegado Ernesto Prestes confirmou, no relatório final, o indiciamento de seis pessoas, sendo o policial militar Cristiano Domingues Francisco, indiciado por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa.
A esposa do policial é apontada por participação no pós-crime, incluindo manipulação de dados, furto na casa da vítima e ocultação de cadáver. O irmão do policial foi indiciado por fraude processual e ocultação dos corpos após a identificação de DNA no telefone da vítima.
A mãe e a atual sogra respondem por fraude processual e associação criminosa. Um amigo da vítima foi indiciado por ajudar na limpeza de evidências, falso testemunho e associação criminosa. Segundo Prestes, a ausência dos corpos não impede o indiciamento, e novas diligências poderão ocorrer caso surjam novos indícios.







