O caminhoneiro Anderson Tajes viveu um dos momentos mais difíceis de sua vida ao se despedir de sua esposa, Aislana Aires Policarpo, que morreu durante o parto da filha em Torres, no Litoral Norte.
Em meio à dor, ele decidiu transformar a saída da recém-nascida da maternidade em um gesto de amor e de cumprimento de uma promessa feita ainda durante a gestação.
Antes de morrer, Aislana havia manifestado um desejo simples, mas cheio de significado: queria que a filha deixasse o hospital vestindo pilcha, com roupa típica gaúcha. A tradição fazia parte da vida do casal e estava presente no cotidiano, nas viagens, nos rodeios e nos acampamentos que costumavam frequentar juntos.
No dia 11 de maio, Maria deixou o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes com 3 quilos e 390 gramas vestindo boina, lenço, camisa, bombacha cor-de-rosa, guaiaca e alpargata.
A roupa já havia sido escolhida pela família e foi entregue por uma prima que saiu de Alegrete até Torres para garantir que o desejo fosse realizado. Cumprir a promessa tornou-se uma forma de manter viva a presença de Aislana nesse momento tão esperado.
Ao sair da maternidade com a filha nos braços, Anderson resumiu o instante como a união de sentimentos que marcaram o início de uma nova etapa: alegria e amor pela chegada da filha, acompanhados da saudade e da lembrança permanente da mulher que sonhou com aquele dia.








