A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Penhor, que tem como um dos principais focos a atuação de uma organização criminosa em Cidreira, Cachoeirinha, Gravataí e Porto Alegre.
A ofensiva é coordenada pela 2ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico e integra a Operação Narke VI, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao todo, foram cumpridas 94 medidas cautelares, incluindo 24 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão, 36 apreensões de veículos, dois bloqueios de imóveis e dez bloqueios de contas bancárias.
Até o momento, 20 investigados foram presos. Durante a operação, os policiais também apreenderam R$ 30 mil em dinheiro, oito veículos, uma moto aquática e três armas de fogo. As investigações começaram após denúncias sobre a atuação de indivíduos envolvidos no comércio clandestino de armas de fogo na Região Metropolitana, especialmente nos municípios de Gravataí e Cachoeirinha.
Segundo a Polícia Civil, as apurações identificaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e atuação voltada para a compra, armazenamento, negociação e distribuição de armas e munições para uma facção criminosa originária da região do Vale dos Sinos.
De acordo com o delegado Wesley Lopes, responsável pela investigação, o grupo também utilizava empresas, laranjas e operadores financeiros para ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas. “As apurações demonstraram que o grupo possuía uma sofisticada estrutura patrimonial voltada à lavagem de dinheiro e à manutenção financeira da organização criminosa”, destacou o delegado.
O nome da operação, Penhor, surgiu a partir de uma conversa interceptada durante a investigação. No diálogo, uma das lideranças do grupo reclamava da cobrança de valores relacionados ao penhor de uma arma de fogo entre integrantes da própria organização, fato que ajudou a evidenciar o esquema de circulação clandestina de armamentos.
Conforme a Polícia Civil, as diligências continuam para localizar foragidos, reunir novas provas e aprofundar as investigações patrimoniais e financeiras. O delegado Wesley Lopes ressaltou que a operação representa um importante passo no combate ao fortalecimento bélico de organizações criminosas no Rio Grande do Sul.
“As medidas patrimoniais autorizadas pela Justiça são fundamentais para descapitalizar a organização criminosa e enfraquecer sua capacidade operacional”, afirmou.
Ver esta publicação no Instagram








